Arte que fiz para comemorar o niver da artista feminina mais bem-sucedida de todos os tempos

Ela nasceu em 16 de agosto de 1958, terceira filha (primeira mulher) de um total de oito irmãos. Ganhou o mesmo nome da mãe, que perdeu aos 5 anos de idade. Um trauma que até hoje mostra não ter sido superado. O pai casou com a governanta dois anos depois.
Cresceu num mundo cheio de regras e disciplinas. Seu pai delimitava bem as horas que os filhos deveriam dedicar aos estudos. Ela era uma aluna mais que exemplar e sempre foi a primeira da classe, mostrando sempre uma inteligência acima da média.
Aos 16 anos, suas notas altas lhe garantiam uma bolsa de estudos em qualquer universidade americana. Mas, para desespero do seu pai, a menina decidiu entrar para a Faculdade de Dança. Lá conheceu uma pessoa fundamental na sua trajetória, seu professor, Christopher Flynn, que havia trabalhado com Marilyn Monroe inclusive. Ele a levou pela primeira vez a uma boate gay, deixando-a fascinada com a atmosfera artística do lugar. Foi ele também a primeira pessoa a dizer a ela o quanto ela tinha potencial e brilho como estrela, encorajando o seu sonho de batalhar pelo seu lugar ao Sol.
Aos 18 anos, ela decidiu: Iria buscar o seu sonho de se tornar uma estrela e marcar o seu nome na História. Saiu de casa e foi para Nova Iorque batalhar. Chegou sozinha na cidade com exatos 35 dólares no bolso (Sim! Na conta bancária havia um pouco mais de dinheiro do pai, mas não muito, pois o pai dela tinha a esperança de que se as coisas ficassem complicadas, ela pudesse desistir de tudo e voltar pra casa).
Passava o dia fazendo testes para espetáculos, mas quase nunca era escolhida. À noite voltava pra casa e no meio do caminho comprava um saco grande de pipocas pra comer com uma lata de refrigerante:
“Eu adoro pipocas, quando eu morava sozinha em Nova Iorque foi a época em que eu mais comi pipoca na minha vida! Chegava o final do mês e o meu dinheiro só dava pra comprar pipocas. Hahaha! O bom é que não engorda muito e eu tinha que manter a forma para os testes!”
Durante as idas e vindas em testes para filmes e musicais, acabou se enturmando com artistas (músicos e bailarinos principalmente). E começou a descobrir a vida noturna de Nova Iorque. Os anos foram passando e, mesmo sem conseguir oportunidades relevantes de emprego, ela começou um círculo de amizades e contatos de dar inveja. Os artistas plásticos Keith Haring (começando a carreira de sucesso) e Andy Warhol (já consagrado) se tornaram grandes amigos daquela anônima carismática (Inclusive ela estava numa mesa com os dois no momento em que ouviu uma música sua na rádio pela primeira vez).
A música entrou nos seus planos meio que de repente: ela namorava um músico que tinha uma banda de rock. Ela aprendeu a tocar bateria e se tornou a baterista da banda. Depois passou para os vocais, já que o seu carisma no palco era enorme. E ela viu que poderia alcançar o seu objetivo mais rápido com a música. Numa tarde qualquer, ela conseguiu escrever a sua primeira letra de música (Tell The Truth), era simples, mas aquela conquista a fez vibrar. Era a primeira letra de um conjunto de clássicos que viriam a nascer da cabeça dela.
E chegou o momento da correria. Everybody, sua primeira música de trabalho, teria que fazer o mínimo de barulho possível nas boates de Nova Iorque. Com um LP nas mãos ela foi em todas as boates de Nova Iorque pedir para que os DJ’s tocassem sua música. “Nessa época eu conheci TODAS as boates de Nova Iorque. Ia implorando pedir que tocassem minha música. Teve uma noite que eu fui em 3 boates diferentes para ser tocada. Alguns tocavam, outros não. Era cansativo, mas eu não desistia rs.”
Everybody tinha estilo! Tinha ritmo! Era repetitiva! Era POP! Não se pode dizer que foi um sucesso retumbante, mas conseguiu vender mais de 250 mil cópias apenas nos E.U.A. depois que foi produzido um videoclipe bem pobrezinho e depois das apresentações gratuitas feitas por ela nas casas noturnas. Pra uma iniciante, tava perfeito. A gravação de seu disco inteiro estava garantida!
Em 1983 foi lançado o seu primeiro LP. Demorou a engrenar nas paradas, e ela retomou à tática antiga de divulgar nas boates. Seu irmão gay foi morar com ela para ser seu dançarino e para ajudá-la com a carreira (Parceria indispensável). Logo veio o single Borderline e ela debutou no top 10 da Billboard (Na décima posição). Pode parecer pouco, mas ela ainda conseguiu vender mais de 2 milhões de singles com uma música no nº 10.
O disco começava a subir nas vendas. Lucky Star (escrita apenas por ela) foi a mais bem sucedida do disco, alcançando o nº 4 no Hot 100. Quanto mais tempo passava, mais sucesso o primeiro disco fazia. O segundo já estava pronto e teve que ter o lançamento atrasado devido as vendas do primeiro ainda serem muito boas após um ano de lançado. O álbum MADONNA que começou fraco, meses depois engrenou e começou a vender como água.
Em 1984 um apresentador perguntou o que ela desejava para o seu futuro: “Dominar o mundo!” foi a resposta. Em novembro do mesmo ano, algo que mudaria a história dela para sempre. Uma geração inteira estava sintonizada na MTV para assistir ao primeiro VMA da história.
E ela apareceu, claro! Cantando em cima de um bolo de casamento, vestida de noiva punk, cabelos desgrenhados, pulseiras e colares chamativos… Desceu do bolo e rolou pelo chão numa performance histórica. O que hoje pode ser visto como simples só se tornou simples por causa dela.
A música era o primeiro single do seu novo disco, que estava sendo tocado pela primeira vez naquele VMA! Mal sabia ela que iria se tornar instantaneamente no assunto mais comentado do showbizz (Ou será que ela sabia?).
Pronto! Os olhos estavam todos voltados para ela, e era só isso que ela precisava. Uma vez sendo o centro das atenções, ela não ia deixar de ser percebida e cobiçada pelos olhos do público. Ela estava pronta para finalmente eternizar o seu nome. E conseguiu!
Ah! Aquela música que ela cantou no primeiro VMA foi Like a Virgin…

“Nos últimos dias, uma verdadeira briga pelo trono da música pop foi instaurada com o retorno de Christina Aguilera. Para além das claras referências aos vídeos da Rainha do Pop, o retorno da ex-apresentadora do Clube do Mickey tem sido ofuscado pela onipresença da novata Lady Gaga que, graças a sua bem sucedida pausterização dos ditames impostos pelos grandes popstars da década de 80, parece ser a original, e todas as outras, sua fotocópia.

































