Impressionante como a Xuxa ainda manda vem nas vendas, aliás, a campeã. No topo dos DVDs mais vendidos, a artista tem sua força nos trabalhos antigos. “Seu catálogo tem vendas excelentes, muito mais em DVD que em CD”, conta Leonardo Ganem, presidente da Som Livre: “Xuxa sempre foi mais forte no audiovisual que no áudio”. Não me surpreende.
OS DVDS MAIS VENDIDOS DE 2009
1. “XSPB (8 volumes)”, Xuxa (Som Livre): 371 mil cópias
2. “Eu e o tempo ao vivo”, Padre Fábio de Melo (Som Livre): 294 mil
3. “Elas cantam Roberto Carlos”, vários (Sony): 154 mil
4. “Paz sim, violência não — Volume 2″, Padre Marcelo Rossi (Sony): 145 mil
5. “Creio em Deus do impossível”, Padre Reginaldo Manzotti (Som Livre): 129 mil
6. “Ao vivo e em cores”, Victor & Léo (Sony): 82 mil
7. “Pode entrar — Multishow registro”, Ivete Sangalo (Universal): 81 mil
8. “Ao vivo em Uberlândia”, Victor & Léo (Sony): 81 mil
9. “Paz sim, violência não — Volume 1″, Padre Marcelo Rossi (Sony): 81 mil
10. “De volta aos bares”, Bruno & Marrone (Sony): 74 mil
11. “A turma do Balão Mágico”, Balão Mágico (Sony): 68 mil
12. “Multishow ao vivo”, Vanessa da Mata (Sony): 63 mil
13. “Duas horas de sucesso – Ao vivo”, Zezé di Camargo & Luciano (Sony): 63 mil
14. “Video greatest hits – History”, Michael Jackson (Sony): 59 mil
15. “The Beyoncé experience live”, Beyoncé (Sony): 59 mil
16. “Live in concert in Bucharest: The dangerous tour”, Michael Jackson (Sony): 59 mil
17. “XSPB (volume 1 ao 4)”, Xuxa (Som Livre): 58 mil
18. “Ao vivo na Ilha da Magia”, Exaltasamba (EMI): 56 mil
19. “Luiz Gonzaga do Nascimento Junior”, Gonzaguinha (EMI): 56 mil
20. “History on film – Volume II”, Michael Jackson (Sony), 54 mil
OS CDS MAIS VENDIDOS DE 2009
1. “Iluminar”, Padre Fábio de Melo (Som Livre): 264 mil cópias
2. “Zezé di Camargo & Luciano” (2008), Zezé di Camargo & Luciano (Sony): 261 mil
3. “I am… Sasha Fierce”, Beyoncé (Sony): 239 mil
4. “Elas cantam Roberto Carlos”, vários (Sony): 206 mil
5. “Promessas”, vários (Som Livre): 205 mil
6. “Eu e o tempo ao vivo”, Padre Fábio de Melo (Som Livre): 196 mil
7. “Borboletas”, Victor & Léo (Sony): 181 mil
8. “Vida”, Padre Fábio de Melo (Som Livre): 180 mil
9. “Ao vivo em Uberlândia”, Victor & Léo (Sony): 152 mil
10. “Ao vivo e em cores”, Victor & Léo (Sony): 130 mil
11. “De volta aos bares”, Bruno & Marrone (Sony): 115 mil
12. “Paraíso – Nacional”, vários (Som Livre): 113 mil
13. “Deus do impossível”, Aline Barros (Som Livre): 112 mil
14. “Padre Fábio de Melo”, Padre Fábio de Melo (Som Livre): 103 mil
15. “Duas horas de sucesso – Ao vivo”, Zezé di Camargo & Luciano (Sony): 98 mil
16. “Collection”, Simply Red (Som Livre): 90 mil
17. “No line on the horizon”, U2 (Universal): 89 mil
18. “Pop it rock it”, vários (Som Livre): 89 mil
19. “Thriller – 25th anniversary edition”, Michael Jackson (Sony): 88 mil
20: “Ao vivo”, Victor & Léo (Sony): 87 mil
Há um ano, o título da reportagem do GLOBO sobre os CDs e DVDs mais vendidos de 2008 resumia o que a lista apontava: “Padres e peões”, ou seja, a presença forte dos segmentos religioso e sertanejo. Agora, a relação dos campeões de venda de 2009 — organizada pela Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD) — mostra que a tendência segue, e, mais que isso, se expandiu. Num ano de mercado fonográfico estável (crescimento de 1%), 13 posições do top 20 de CDs (e oito do top 10) são de artistas desses gêneros — somente Padre Fábio de Melo e a dupla Victor & Léo ocupam oito (quatro cada um). Uma concentração que denota uma hegemonia na música brasileira — mais ainda se levarmos em conta que cinco posições do top 20 são de artistas internacionais.
A Sony, gravadora com presença forte em ambos os segmentos, assumiu a liderança do mercado brasileiro, que antes pertencia à Universal. O diretor-geral da gravadora, Alexandre Schiavo, avalia sem surpresa a presença maciça dos religiosos — agora, além dos padres, os artistas gospel estão representados no ranking (o CD de Aline Barros e a coletânea “Promessas”) — e dos sertanejos:
— O sertanejo é hoje a grande música realmente popular do Brasil. Sua força vem desde a geração de Zezé di Camargo & Luciano, Leonardo. O que acontece agora é que a ascensão do sertanejo universitário, de artistas como Victor & Leo, amplia o alcance do gênero. O Rio começa a perder o preconceito agora, com noites sertanejas em boates. No lado gospel, são artistas que sempre venderam muito, mas estavam fora dos números da ABPD porque era de gravadoras independentes, não filiadas — afirma o executivo da Sony, que acaba de lançar um selo gospel, mirando nessa fatia do mercado.
Marcello Castelo Branco, presidente da EMI, não acredita que essa hegemonia prejudique a saúde da música brasileira.
— Os 20 mais vendidos representam apenas 15% do mercado total. O cenário é bastante diversificado — nota Castello Branco, que tem sertanejos em seu elenco e planeja entrar no segmento gospel, primeiramente com artistas da EMI americana.
Concentração desestimularia outros segmentos
Schiavo concorda com o diagnóstico positivo da diversificação, mas essa visão não é unanimidade. Sérgio Affonso Fernandes, presidente da Warner (quinta gravadora no ranking), lamenta a concentração:
— Ela poderá causar um desestímulo às gravadoras. Quando você tenta entrar com artistas de outros gêneros, esbarra nisso. Não
impede o trabalho, mas fica mais difícil e mais caro — diz, citando artistas que lançou este ano com boa recepção da crítica: — Estou quebrando pedra com nomes ótimos como Tiê e Aline Calixto. Temo que a música brasileira enfrente problemas nos próximos anos.
Gravadora que mais cresceu em vendas em 2009, a Som Livre está no topo na lista de CDs (Padre Fábio) e DVDs (Xuxa). O presidente Leonardo Ganem diz que a lógica da companhia é ganhar dinheiro com sertanejos, religiosos e produtos da Rede Globo (como trilhas de novela) para investir em revelações (como Maria Gadú e Little Joy) e nomes de prestígio (como Nana Caymmi) — modelo que outras grandes também defendem.
— Esse retrato oficial da indústria diz respeito apenas aos grandes volumes. Existe uma vigorosa cena independente. O problema é como fazer essas coisas chegarem ao grande público. Essa ponte era feita pelas gravadoras, mas hoje elas não conseguem cumprir totalmente esse papel — avalia Ganem. (Fonte: O globo)













Os DVDs da Xuxa são bem produzidos, distraem a criançada.
Gostei de saber que o “Balão Mágico” entrou na lista, sempre gostei das suas músicas. Agora, se a Sony pegar a linha Gospel, ela vai despontar na liderança porque os crentes compram muito CD.
E estou impressionada com o poder de vendas do Pe. Fábio. Me lembro que seu CD Iluminar foi lançado só em dezembro e mesmo assim ultrapassou as vendas do segundo colocado. Confesso que eu contribui com isto, pois além de comprar o meu ainda comprei dois para dar de presente. E o Roberto Carlos ainda continua sendo o Rei, está nas primeiras colocações da lista. Estranhei a ausência do Axé, pagode e Funk. Esses segmentos podem não vender muito CD, mas sem dúvida são os mais populares. No Rio de Janeiro a garotada só ouve pagode e funk, por isso não sei se as vendas de CDs é um bom indicador de popularidade. E… sempre gostei da Madonna, mas devemos admitir que a Beyoncé é a nova diva americana. Paz e bem!